ANSN classifica planta-piloto de terras raras em MG como isenta de controle regulatório radiológico
02/09/2026
(Foto: Reprodução) ANSN classifica planta-piloto de terras raras em MG como isenta de controle regulatório
A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) classificou o Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras (CPTR) da mineradora Viridis em Poços de Caldas (MG) como instalação isenta de controle regulatório radiológico.
📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram
“Essa classificação demonstra que os níveis que a gente tem de elementos radioativos, por exemplo, urânio e tório, entre outros, estão muito abaixo do controle regulatório. Isso minimiza bastante qualquer tipo de risco à população e ao meio ambiente”, afirmou a gerente de sustentabilidade da Viridis, Carla Brandão.
A conclusão consta do Relatório de Fiscalização referente à visita técnica realizada em 17 de junho de 2026 no CPTR, instalado no Distrito Industrial de Poços de Caldas, inaugurado em maio deste ano e que reproduz em escala semi-industrial, o processamento de terras raras previsto para o futuro empreendimento da mineradora, previsto para iniciar em 2028.
Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras (CPTR), da Viridis, em Poços de Caldas (MG)
Viridis/Divulgação
A vistoria teve como objetivo obter informações e coletar amostras para a classificação da instalação, em atendimento à Norma ANSN 4.01 (Requisitos de Segurança e Proteção Radiológica para Instalações Mínero-Industriais).
LEIA TAMBÉM:
Mineradora inaugura centro de pesquisa e processamento de terras raras em MG
Ibama alerta para impactos da extração de terras raras no Sul de MG e recomenda avaliação conjunta dos projetos
'É uma mina no quintal': terras raras a 300 m de casas dividem opinião de moradores no Sul de MG
Técnicos da ANSN realizaram um levantamento radiométrico, mediram as taxas de exposição à radiação gama e coletaram amostras em seis pontos do processo, do minério bruto ao carbonato misto de terras raras, produto final do processamento na unidade.
De acordo com a Viridis, o Relatório de Fiscalização, encaminhado à empresa em 31 de agosto, informa que todas as amostras analisadas apresentaram concentrações inferiores a 10 Bq/g e, quando considerados individualmente os radionuclídeos analisados, inferiores a 1 Bq/g. Com base nos resultados, a ANSN classificou o CPTR como instalação isenta de controle regulatório radiológico. O relatório também não registrou não conformidades. Os dados estão de acordo com medições anteriores feitas pela mineradora.
“Nós fizemos um relatório em 2025, submetemos ele à autoridade nuclear e eles já haviam respondido que, de acordo com a concentração dos nossos dados, não seria necessária uma autorização de radioproteção. Isso significa que a competência pelo licenciamento ambiental permanece na Fundação Estadual de Meio Ambiente de Minas Gerais e, se fosse acima de 10 Bq/g, que é o valor limite para essa autorização, a competência seria do Ibama”, explicou a gerente.
Laudo descarta risco radiológico em empresa de extração de terras raras em Poços de Caldas
A classificação refere-se ao CPTR e às condições avaliadas durante a fiscalização. Nas etapas futuras do Projeto Colossus, a Viridis disse que seguirá os procedimentos de avaliação, acompanhamento e controle aplicáveis, em conformidade com a legislação e as determinações das autoridades competentes.
“A empresa já propõe controles e monitoramentos desses dados ao longo de toda a operação do processo, independentemente dessa autorização específica da agência, para garantir e trazer transparência para a população de ausência de qualquer risco”, afirmou Carla.
Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas