Caso cão Orelha mobiliza manifestações em Florianópolis e em várias cidades do Brasil
01/02/2026
(Foto: Reprodução) Manifestação em Florianópolis cobra Justiça pelo caso Cão Orelha
A Beira-Mar Norte, uma das principais vias do Centro de Florianópolis, foi tomada por manifestantes neste domingo (1°) em um ato exigindo justiça nas investigações das agressões que levaram à morte do cão Orelha, animal comunitário vítima de maus-tratos no começo de janeiro na região da Praia Brava, área nobre na capital catarinense.
Outras capitais do país, como São Paulo, Belo Horizonte e Vitória, também realizaram atos cobrando celeridade nas apurações do caso com um pedido unânime: "Justiça por Orelha" (veja mais abaixo como foram as manifestações pelo Brasil).
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Cão Orelha: como está e quais os próximos passos da investigação
Ato em Florianópolis cobra justiça pelo caso Cão Orelha
Beatriz Favere
Como foram os atos pelo Brasil
Florianópolis teve trio elétrico, faixas, cartazes e gritos de ordem. O grupo também percorreu a via levando animais de estimação. A manifestação encerrou por volta de 12h.
Além da capital, onde aconteceu o episódio de agressão e morte do cão Orelha, outras cidades de Santa Catarina e do país registraram atos, como Balneário Camboriú, Blumenau, Criciúma, e São José.
São Paulo - Avenida Paulista
Na capital paulista, o ato mais expressivo ocorreu na Avenida Paulista, tradicional palco de manifestações. Centenas de pessoas se reuniram em frente ao MASP, formando uma grande concentração que chamou atenção de quem passava pela região.
O protesto contou com a presença de coletivos de defesa animal, artistas e influenciadores digitais que ajudaram a dar visibilidade ao caso. Os manifestantes utilizaram megafones para denunciar a violência sofrida por Orelha e exigiram que os responsáveis sejam julgados e condenados.
Houve também performances artísticas e distribuição de panfletos informativos sobre direitos dos animais e canais de denúncia de maus-tratos.
Ato na Avenida Paulista, em SP, neste domingo (1°), pede Justiça contra os agressores do cão Orelha
Reprodução/TV Globo
Porto Alegre (RS)
Em Porto Alegre, o grupo se reuniu no Parque da Redenção. O ato foi convocado por uma ONG em defesa dos animais. Os participantes levaram cartazes pedindo justiça no caso, e os próprios pets marcaram presença.
No estado gaúcho, também houve ato em Caxias do Sul, na Serra. Manifestantes ligados à causa animal vestiam preto e se concentraram no Parque dos Macaquinhos. Eles portavam cartazes pedindo punição a quem promove maus-tratos a animais.
Manifestantes fazem ato em Porto Alegre contra maus-tratos do cão Orelha, morto em SC
Belo Horizonte (MG)
A Feira Hippie, em Belo Horizonte, foi tomada por manifestantes que pediram justiça nas investigações que apuram as agressões que levaram à morte do cão Orelha.
A passeata pediu, ainda, penas mais duras para o crime de maus-tratos. Portando cartazes com dizeres como “ninguém solta a orelha de ninguém” e “justiça pelo Orelha”, manifestantes percorreram a Avenida Afonso Pena, uma das principais da capital mineira, até a Praça Sete.
Caso do Cão Orelha mobilizou protestos em Belo Horizonte
Divulgação
Vitória (ES)
O grupo na capital do Espírito Santo se concentrou durante a manhã na orla da Praia de Camburi. Estiveram presentes representantes de organizações sociais e defensores da causa animal. Organizadores estimaram a participação de aproximadamente 300 pessoas.
A manifestação cobrou punições mais severas para crimes de maus-tratos contra animais.
Vestidos com roupas pretas e segurando balões da mesma cor, os manifestantes em Vitória levaram cartazes com frases como “A vida dos animais importa” e “Justiça pelo Orelha”. Alguns participantes também compareceram ao ato acompanhados de seus cães.
Manifestantes percoreram a orla da Praia de Camburi, em Vitória, pedindo justiça pelo cão Orelha. Espírito Santo
Silvio Locatelli
Manaus (AM)
Protetores de animais, tutores e ativistas se reuniram no Anfiteatro da Ponta Negra para pedir justiça pela morte do cachorro Orelha.
Vestindo camisas pretas, os manifestantes também denunciaram a frequência de casos de maus-tratos contra animais e cobraram responsabilização dos envolvidos.
Em coro, os manifestantes gritavam repetidamente: "Justiça".
Em Manaus, ato pede justiça pela morte do cão Orelha
Foto: Divulgação/Joana Darc
Rio Branco (AC)
Na capital acreana, Rio Branco, o protesto aconteceu em frente ao Palácio Rio Branco, sede do governo estadual. O ato reuniu cerca de 100 pessoas, incluindo ativistas independentes e representantes de associações de proteção animal.
Os manifestantes levaram cartazes com frases como “Justiça por Orelha” e “Maus-tratos nunca mais”, além de cruzes simbólicas representando animais vítimas de violência.
Protesto em Rio Branco pede justiça pelo assassinato do cão Orelha
Lucas Thadeu/Rede Amazônica Acre
Campinas (SP)
Manifestantes se reuniram na Lagoa do Taquaral em protesto contra casos de maus-tratos a animais. Durante o ato, participantes pediram justiça pelo cão Orelha.
O protesto reuniu ONGs e protetores com faixas e diversos animais. Eles realizaram uma caminhada entre os portões 1 e 2 do Taquaral e se dispersaram ainda pela manhã.
Além do ato com caminhada, o Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais de Campinas elaborou um documento, assinado pelos manifestantes, que pede "fiscalização rigorosa" e que será entregue à prefeitura.
Protetores de animais fazem ato em Campinas contra maus-tratos do cão Orelha
Vaner Santos/EPTV
São José do Rio Preto e Araçatuba (Interior de SP)
No interior paulista, cidades como São José do Rio Preto e Araçatuba foram palco de manifestações organizadas por protetores de animais e ONGs locais. Os atos ocorreram em praças e em frente a prédios públicos, reunindo dezenas de pessoas com faixas, cartazes e camisetas estampadas com o nome do cão Orelha.
Os participantes pediram maior rigor na aplicação da Lei de Crimes Ambientais e destacaram que casos de maus-tratos ainda são frequentes na região.
Ativistas e protetores de animais fazem manifestação em São José do Rio Preto (SP)
Reprodução / TV TEM
Belém (PA)
Em Belém, o ato em memória do cão Orelha reuniu dezenas de protetores de animais e cidadãos sensibilizados com o caso. O encontro ocorreu em frente ao Mercado de São Brás, ponto tradicional da cidade, e buscou dar visibilidade nacional ao crime ocorrido em Florianópolis.
Durante o ato, ativistas reforçaram a necessidade de leis mais severas contra maus-tratos, destacando que casos como o de Orelha não podem se repetir. A mobilização buscou pressionar autoridades a agir com firmeza e transparência.
Ato em Belém reúne protetores de animais e pede justiça pela morte do cachorro Orelha
Redes Sociais
O que aconteceu com o cão Orelha em Florianópolis?
Orelha morreu após ser agredido em 4 de janeiro. Ele era um cão comunitário que recebia cuidados de vários moradores na Praia Brava, bairro turístico e nobre de Florianópolis. O animal foi encontrado agonizando por pessoas que estavam no local.
A Polícia Civil inicialmente investigava um grupo de quatro adolescentes suspeitos de ter agredido o cachorro. Na sexta-feira (30), um deles foi descartado da autoria após o inquérito concluir que ele não tinha envolvimento com os maus-tratos ao animal, que conforme o laudo pericial foi atingido na cabeça com um objeto contundente.
➡️ Os nomes, idades e localização dos suspeitos de atacar Orelha não foram divulgados pela investigação, tendo em vista que o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê sigilo absoluto nos procedimentos envolvendo pessoas abaixo de 18 anos.
O que é analisado agora?
A Polícia Civil analisa quase mil horas de gravações feitas por câmeras de segurança na região da Praia Brava no período das agressões.
Um dos desafios da investigação é a ausência de imagens do momento do espancamento. Conforme a polícia, registros de outros episódios na mesma região e período, que também teriam sido causados por adolescentes, ajudam na investigação.
Infográfico - morte do cão Orelha
Arte g1
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