Dedicada às crianças e querida pela comunidade escolar: veja quem era a professora morta por linha chilena

  • 01/07/2026
(Foto: Reprodução)
Professora morre ao ser atingida por linha cerol enquanto andava de moto em Montes Claros Dedicada às crianças e muito querida pela comunidade escolar. É assim que colegas de trabalho e amigos descrevem a professora Cláudia Moraes da Silva, de 57 anos, que morreu ao ser atingida por uma linha chilena enquanto voltava de moto do trabalho para casa, em Montes Claros, nesta terça-feira (30). 🔎A linha chilena possui material cortante e é utilizada para soltura de pipas. Em Minas Gerais, a Lei Estadual nº 23.515, de 2019, proíbe a comercialização e o uso de linhas cortantes em pipas e similares. 📲Clique aqui para seguir o canal do g1 Grande Minas no WhatsApp “Nós todos sentimos muito essa lastimável perda de uma profissional comprometida, há anos dedicada às nossas crianças, muito querida pela comunidade escolar”, disse a gerente de educação integral da Secretaria Municipal de Educação, Helen Patrícia Vieira. Professora durante atividade no Cemei Cemei Rosita Aquino “Hoje é um dia triste, a secretaria de Educação, a Prefeitura e todo o município estamos enlutados com essa perda trágica dessa servidora dedicada com seus alunos, com seu território e com a comunidade escolar”, falou o secretário municipal de Educação, Charles Gutemberg. Cláudia trabalhava no Cemei Rosita Aquino, onde lidava diretamente com crianças. Pelas redes sociais, a instituição postou fotos da educadora com os estudantes, lamentou a morte e destacou o cuidado que ela tinha com os alunos. As aulas foram suspensas no Cemei nesta terça-feira (1º). Profissionais da Secretaria de Educação vão acompanhar o retorno para prestar assistência aos trabalhadores e estudantes. Professora Cláudia Moraes da Silva Cemei Rosita Aquino Sobre o acidente Cláudia Moraes da Silva morreu ao ser atingida por uma linha chilena no Residencial Minas Gerais. O Samu informou que a mulher era professora e retornava do trabalho no momento do acidente. O diretor técnico do Samu, Marcelo Fagundes, explicou que a linha com cerol funciona como uma lâmina ao atingir o corpo. Mesmo sem o uso de material cortante, as linhas podem causar ferimentos graves em contato com a pele. “Ontem, tivemos a infelicidade de atender a uma mulher que foi vítima de um esgorjamento, que é uma lesão da região anterior do pescoço, provocada por linha de pipa e que culminou com o falecimento dela no local da queda”, detalhou. Além do corte no pescoço, a professora tinha um ferimento na mão, possivelmente causado durante a tentativa de se defender da linha chilena. No caso de Montes Claros, a Lei Municipal nº 5.289, de 2020, proíbe empinar pipas, papagaios, raias ou artefatos similares. Os brinquedos só podem ser usados em regiões de fazenda, sítios, clubes, áreas de recreação pública ou particular, desde que garantida a distância de segurança da rede elétrica e que não possuam, na sua composição, qualquer tipo de linha cortante ou com potencial de corte. "Para aqueles que às vezes não entendem bem, a linha de pipa costuma fazer um obstáculo invisível para aqueles que vêm transitando, e as maiores vítimas são usuários de motocicletas, bicicletas, patinetes. A velocidade com que a pessoa vem, somada à linha, faz um mecanismo cortante de lesão na superfície corporal. Muitas vezes, se atingir partes nobres do corpo, pode ser fatal, como ocorreu ontem." O diretor técnico do Samu ressaltou que, nesta época do ano, atendimentos envolvendo linhas de pipa são mais comuns. Além do risco das lesões provocadas diretamente pelo contato com o corpo, situações que envolvem esse tipo de material ainda causam a queda das vítimas, o que pode ocasionar em mais ferimentos. Mulher foi atingida por linha chilena no Residencial Minas Gerais Samu/Divulgação LEIA TAMBÉM: Torresmo, salgados e 'caos' de malas: família mineira viraliza ao mostrar viagem de ônibus com 60 parentes para Porto Seguro Professora morre após ser atingida por linha chilena enquanto pilotava motocicleta em Montes Claros Justiça condena Eco135 a pagar R$ 60 mil a vítimas de acidente com vacas na BR-135 Vídeos do Norte, Centro e Noroeste de MG Veja mais notícias da região em g1 Grande Minas.

FONTE: https://g1.globo.com/mg/grande-minas/noticia/2026/07/01/dedicada-as-criancas-e-querida-pela-comunidade-escolar-veja-quem-era-a-professora-morta-por-linha-chilena.ghtml


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