Dia do Cerrado: Viveiro em Araxá trabalha há mais de 30 anos para a conservação do bioma

  • 11/09/2026
(Foto: Reprodução)
Reserva São Sebastião e Centro de Desenvolvimento Ambiental, em Araxá CBMM/Divulgação O Cerrado perdeu 40,5 milhões de hectares de vegetação nativa entre 1985 e 2024, o equivalente a 28% da cobertura que existia no início do período. A área perdida é maior que o território da Espanha e corresponde a quase um terço da vegetação nativa do bioma, segundo levantamento do MapBiomas. Celebrado neste 11 de setembro, o Dia Nacional do Cerrado reforça a necessidade de preservar um dos biomas mais importantes do planeta. Uma iniciativa que surgiu há mais de três décadas em Araxá, no Alto Paranaíba, tem trabalhado para proteger a biodiversidade e à conscientização ambiental. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Triângulo no WhatsApp É o Viveiro de Conservação da Flora, um espaço que integra o Centro de Desenvolvimento Ambiental (CDA) da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), localizado no Complexo Industrial da companhia, em uma área permanente de 8,5 hectares. Além do CDA, a empresa conserva aproximadamente 700 hectares de áreas de grande relevância ecológica, com formações vegetais em variados estágios de conservação, e instituiu duas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) para assegurar serviços ecossistêmicos da região. Produção recorde e reprodução de espécies No viveiro, o trabalho prioriza o cultivo e a reprodução de plantas características do Cerrado. Em 2025, bateu seu recorde em volume anual de sua história ao produzir mais de 600 mil mudas de 145 espécies. Atualmente, são pesquisadas cerca de 270 espécies da flora local. Dessas, 224 já foram reproduzidas com sucesso, incluindo árvores nativas como o ipê-amarelo. "Quando falamos em conservação do Cerrado, é importante lembrar que as plantas são a base de todo esse sistema. Elas oferecem alimento e abrigo para a fauna, ajudam na proteção do solo e estão relacionadas à manutenção dos recursos naturais", disse Marcos Lemos, Gerente Sênior de Gestão de Barragens e Meio Ambiente da CBMM. Biodiversidade O trabalho de conservação vegetal sustenta o ecossistema local e favorece a presença da fauna nas áreas protegidas. Mapeamentos nas reservas da companhia registraram uma ampla diversidade de animais: 205 espécies de aves; Presença de mamíferos ameaçados, como a onça-pintada; 19 espécies de anfíbios; 11 espécies de répteis; 19 espécies de peixes. Educação ambiental e aprendizado prático Além do cultivo e da pesquisa, o viveiro é também um espaço de aprendizado onde os visitantes aprendem sobre a importância da vegetação para o equilíbrio ambiental. Em mais de 30 anos de atividades, as ações educativas alcançaram mais de 80 mil estudantes, professores e moradores de Araxá. Apenas no ano de 2025, foram realizadas 84 visitas monitoradas, 10 palestras e 22 oficinas. "Quando uma criança ou um jovem conhece uma espécie nativa, entende sua função no ambiente e percebe a importância de preservá-la, ele passa a enxergar o Cerrado de uma maneira diferente e transforma conhecimento em cuidado com o meio ambiente", explicou Marcos. O gestor disse ainda que as frentes de conservação, pesquisa e educação se complementam para ampliar o conhecimento e o cuidado com a biodiversidade do bioma. Leia também: Novo bairro planejado de Uberlândia terá investimento de R$ 2 bi Uberlândia terá seu primeiro Centro de Educação Ambiental Redação: Estudante de Uberlândia representará o Brasil em Londres Assista também: Cerrado resiste, mas segue ameaçado Cerrado resiste, mas segue ameaçado por queimadas e degradação VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo

FONTE: https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2026/09/11/dia-do-cerrado-viveiro-em-araxa-trabalha-ha-mais-de-30-anos-para-a-conservacao-do-bioma.ghtml


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