Empresário suspeito de liderar atos golpistas em BH e participar de agressões a jornalistas é preso pelo ICE nos EUA
11/04/2026
(Foto: Reprodução) Esdras Jonatas dos Santos foi preso pelo ICE, nos EUA
Reprodução/Instagram
O brasileiro Esdras Jonatas dos Santos, apontado como líder dos atos golpistas em Belo Horizonte em 2023 e investigado por agressões contra jornalistas na mesma ocasião, foi preso pelo sistema do serviço de imigração norte-americano (ICE, na sigla em inglês).
Segundo informações disponíveis no sistema do próprio ICE, ele se encontra sob custódia no estado da Flórida.
De acordo com esses dados, Esdras está no Glades County Detention Center, na cidade de Moore Haven, a cerca de 180 km de Miami e 230 km de Orlando.
Natural de Belo Horizonte, ele permanece detido enquanto as autoridades americanas conduzem os procedimentos migratórios. Ainda não há informações oficiais sobre uma possível extradição ou deportação para o Brasil. O g1 tenta contato com a defesa de Esdras Jonatas dos Santos.
STF determina bloqueio de contas bancárias de Esdras Jonatas dos Santos
Quem é Esdras dos Santos
Esdras é considerado foragido no Brasil desde 2023. À época, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que não conseguiu localizá-lo durante o cumprimento de mandados judiciais em um endereço ligado a ele, em Belo Horizonte. A suspeita já era de que ele tivesse deixado o país rumo aos Estados Unidos.
Ele é apontado como um dos líderes dos acampamentos montados em frente à 4ª Região Militar do Exército, na Avenida Raja Gabáglia, altura do bairro Gutierrez, na Região Oeste da capital mineira, entre 2022 e 2023.
Também é investigado por participação em agressões a jornalistas e pelo roubo de equipamentos de imprensa durante a cobertura dessas manifestações. Os crimes apurados incluem lesão corporal, roubo e dano.
Ainda em 2023, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou o bloqueio de contas bancárias e o cancelamento do passaporte de Esdras, no âmbito de investigações sobre atos antidemocráticos em Minas Gerais.
Na época, também havia a indicação de que ele teria deixado o Brasil antes da suspensão do documento.
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