Ex-presidente da Câmara de BH Wellington Magalhães é condenado e perde direitos políticos por 5 anos
24/03/2026
(Foto: Reprodução) Justiça condena Wellington Magalhães
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais condenou o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Wellington Magalhães a perda dos direitos políticos por cinco anos por improbidade administrativa. Ele é alvo de processo que apontou irregularidades e incompatibilidade em sua evolução patrimonial. Cabe recurso da decisão.
A decisão é da 2ª Vara da Fazenda Pública de Belo Horizonte e foi publicada na segunda-feira (23).
Segundo a sentença, da juíza Bárbara Heliodora Bomfim Bicalho, ficou comprovado que, entre os anos de 2011 e 2016 o ex-vereador teria praticado diversos atos de improbidade, incluindo recebimento de vantagens indevidas e direcionamento de licitações, quando há direcionamento de contratos públicos para empresas específicas.
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A TV Globo tenta contato com a defesa de Wellington Magalhães.
Wellington Magalhães participa de audiência em BH
Reprodução/TV Globo
Evolução patrimonial e despesas desproporcionais
Segundo a juíza, as irregularidades geraram uma evolução patrimonial e um padrão de despesas muito maiores do que era recebido pelo acusado.
Um laudo pericial identificou que o acréscimo patrimonial chegou a quase R$ 1,2 milhão. A investigação também apontou o uso de laranjas e empresas ligadas à família do ex-parlamentar para ocultar patrimônio, incluindo imóveis e veículos.
Além da suspensão dos direitos políticos, a Justiça determinou a perda dos bens obtidos de forma ilícita, com valores a serem calculados, pagamento de multa equivalente ao enriquecimento irregular e proibição de contratar com o poder público pelo mesmo período de cinco anos.
Na decisão consta, ainda, que outros envolvidos no processo firmaram acordos com o Ministério Público e foram retirados da ação.
Condenado por corrupção e lavagem de dinheiro
Em 2018, uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual apontou o ex-vereador como chefe de uma organização criminosa que direcionou a licitação para a contratação de serviços de publicidade para a casa legislativa. Na época, as investigações revelaram que R$ 30 milhões foram desviados dos cofres públicos.
Wellington chegou a ser preso. A polícia apontava como crimes fraude em licitações públicas, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, embaraço a investigações, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Este último, segundo os investigadores, era visto nos bens adquiridos pelo ex-vereador, como casas e carros de luxo, além de viagens internacionais
Os itens foram adquiridos durante o período de mandato como parlamentar e presidente da Câmara Municipal, o que seria incompatível com o salário do cargo.
Em maio de 2018, Magalhães conseguiu na Justiça o direito de responder ao processo em prisão domiciliar, com o uso de tornozeleira eletrônica.
Um ano e meio depois, em novembro de 2019, os vereadores de BH votaram pela cassação do mandato dele.
Em 2022, o ex-presidente foi condenado a 31 anos e 6 meses de prisão em regime fechado. De acordo com o TJMG, a condenação foi pelo crime de lavagem de dinheiro mediante a compra de imóveis e veículos e a realização de viagem internacional.
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