Homem que matou a ex na frente da filha e amigos é condenado a 75 anos de prisão em MG
14/10/2026
(Foto: Reprodução) Homem é condenado a 75 anos por feminicídio em Patos de Minas
Renato Alves de Sousa, acusado de matar a facadas a ex-companheira dele, Tatiane Rodrigues Teixeira, foi condenado pelo Tribunal do Júri a 75 anos de prisão em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, na terça-feira (13). O crime ocorreu em 2 de novembro de 2025 em uma festa de aniversário.
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O condenado, de 42 anos, abraçou e beijou Tatiane antes de atacá-la em uma chácara na zona rural. A motivação seria ciúmes, segundo a Polícia Civil informou à epóca.
A vítima, de 35 anos, deixou dois filhos, uma adolescente de 17 e um menino de 9 anos. A filha mais velha de Tatiane, que tinha 16 anos na época, presenciou o crime e junto a outras testemunhas tentou intervir arremessando cadeiras de plástico contra o agressor.
Além da prisão em regime fechado, Renato também foi condenado a pagar uma indenização de R$ 100 mil aos filhos de Tatiane. Cada um receberá R$ 50 mil. A informação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
A TV Integração entrou em contato com a Defensoria Pública, que faz a defesa do homem, para ouvir o seu posicionamento. A representante legal informou que "não comenta sobre casos criminais concretos, em especial os que tramitam sob sigilo para não comprometer o devido processo legal".
Renato Alves de Sousa durante o julgamento no Fórum Olympio Borges, em Patos de Minas
Arquivo pessoal
Relembre o crime
De acordo com o delegado Luís Mauro Sampaio, a vítima participava de um churrasco de aniversário de uma amiga. O suspeito, não foi convidado, mas chegou ao local acompanhando a mulher e permaneceu por um tempo.
Testemunhas informaram que ele se chateou com algo e saiu repentinamente. Sem entender o motivo da saída, a mulher tentou ligar para o ex-companheiro para saber onde ele estava, mas não teve resposta.
Ela comentou com as amigas sobre a saída dele e combinou de ir embora com elas. Cerca de 30 minutos depois, o homem retornou à chácara.
“Ele chegou tranquilo, colocou as mãos nos ombros dela, como se fosse um abraço, deu um beijo na boca e pediu para falar algo no ouvido. Nesse momento, ele sacou a faca e a esfaqueou”, disse o delegado.
Vinte pessoas participavam da confraternização, a maioria mulheres, e não conseguiram impedir o ataque. A vítima tentou se defender e correr, mas caiu.
Após esfaqueá-la, o suspeito saiu caminhando até uma caminhonete e fugiu.
De acordo com a Polícia Militar (PM) o veículo do suspeito foi visto em alta velocidade em Patos de Minas. Ele não obedeceu a ordem de parada e foi perseguido por várias viaturas até ser abordado.
O homem demonstrou comportamento alterado e confessou o crime, sendo preso em flagrante.
Outra equipe da PM foi até a chácara e encontrou a vítima caída com ferimentos graves e grande perda de sangue. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e tentou reanimá-la, mas a morte foi confirmada ainda no local.
Tatiane era manicure e deixou dois filhos
Reprodução/Redes Sociais
Relacionamento marcado por ciúmes e agressões
Segundo a Polícia Civil informou à época do crime, o Renato Alves é usuário de drogas e tem antecedentes criminais por tentativa de homicídio e tráfico de drogas.
Testemunhas informaram que o casal mantinha um relacionamento há cerca de cinco anos. No entanto, uma amiga da vítima disse ao g1 que o casal não mantinha uma relação fixa.
Ainda de acordo com as testemunhas, o relacionamento foi marcado por ciúmes e comportamento possessivo do homem, inclusive com o registro de agressões.
Um celular e a faca usada no crime foram apreendidos. O veículo foi removido para um pátio credenciado.
Homem sendo preso pela Polícia Militar na é
Reprodução/Patos Hoje
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Quem era Tatiane Rodrigues
Conhecida como Taty por amigos e familiares, a vítima trabalhava como manicure há sete anos e era mãe de dois filhos: um menino de 10 anos e uma adolescente, de 17.
"A memória que fica é a melhor possível: a amiga que me colocava para cima, que me dava força quando eu mais precisava. Quando a vi caída no chão não consegui acreditar. Pelo ser humano que ela era, sorridente, leve, sempre com bons conselhos, foi devastador vê-la daquele jeito", disse uma amiga que preferiu não se identificar.
O velório e o sepultamento ocorreram no dia 3 de novembro.
"Ela era muito dedicada aos filhos, uma mulher alegre, cheia de sonhos. Na semana passada estava com o astral elevado, porque tinha uma viagem de férias marcada com as amigas. Disse que, na terça anterior, estava apenas 'ficando' com ele [o suspeito], que ele havia pedido para reatarem e ela recusou", ressaltou a amiga.
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