Justiça retira tornozeleira eletrônica de dez investigados ligados à Operação Rejeito

  • 03/11/2026
(Foto: Reprodução)
Operação Rejeito investiga irregularidades em mineração, inclusive projetos em áreas protegidas, como a Serra do Curral, em Belo Horizonte. (foto ilustrativa) Lucas Franco/TV Globo A Justiça Federal revogou o monitoramento por tornozeleira eletrônica de dez investigados ligados à Operação Rejeito, que apura suspeitas de fraudes em licenças ambientais e exploração irregular de minério em Minas Gerais. Outros dois alvos, João Alberto Paixão Lages e Helder Adriano de Freitas, continuarão monitorados. O g1 tenta contato com as defesas dos investigados. A decisão foi tomada no âmbito da Operação Contrassabotagem, que investiga suspeitas de obstrução das apurações relacionadas à Operação Rejeito. Segundo denúncia do Ministério Público Federal citada na decisão, a Contrassabotagem apura a atuação de um grupo que teria tentado dificultar investigações ambientais. Entre as suspeitas estão manobras para ocultar os responsáveis por empresas investigadas e o monitoramento de agentes públicos. A decisão foi assinada na última quinta-feira (29) pelo juiz federal convocado Michael Procopio Ribeiro Alves Avelar, do Tribunal Regional Federal da 6ª Região. O magistrado considerou que os dez investigados vinham cumprindo as determinações e que não havia registro de violações ou de ocorrências relevantes durante o período de fiscalização. Eles deverão comparecer mensalmente à Justiça e não poderão sair de Minas Gerais sem autorização. Também estão proibidos de deixar o país e devem entregar os passaportes, caso ainda não tenham feito isso. As demais restrições permanecem válidas. Já João Alberto Paixão Lages e Helder Adriano de Freitas só poderão circular nas respectivas comarcas de residência e em Belo Horizonte. Deslocamentos para outros locais dependerão de autorização judicial. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, reproduzida na decisão, os dois teriam exercido funções de liderança em um grupo suspeito de dificultar investigações ambientais. As acusações ainda estão sujeitas à análise da Justiça e ao direito de defesa. 2ª Fase da Operação Rejeito prende suspeitos de espionagem Operações Rejeito e Contrassabotagem A Operação Rejeito foi deflagrada pela Polícia Federal em setembro de 2025 para investigar fraudes em licenças ambientais e exploração irregular de minério em Minas Gerais. De acordo com a PF, o grupo teria usado empresas para ocultar os verdadeiros beneficiários e obter licenças ambientais de forma irregular. A investigação abrange projetos em áreas protegidas, como a Serra do Curral, em Belo Horizonte. Em junho de 2026, a PF indiciou 34 pessoas. A investigação estima que o esquema tenha movimentado mais de R$ 4 bilhões e tivesse potencial para gerar até R$ 8 bilhões com novos projetos.

FONTE: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2026/11/03/justica-retira-tornozeleira-eletronica-de-dez-investigados-ligados-a-operacao-rejeito.ghtml


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