Mateus Simões quer usar parte do pagamento da dívida com União para duplicar a BR-262; candidato foi entrevistado no MG1 de Uberlândia

  • 31/08/2026
(Foto: Reprodução)
Mateus Simões em entrevista durante série da TV Integração com candidatos ao governo de Minas Gerais Natália Camargo/g1 Nesta semana, a TV Integração faz uma série de entrevistas com os candidatos ao Governo de Minas mais bem colocados na pesquisa Quest de intenção de voto, divulgada no dia 25 de agosto. As entrevistas ocorrem no MG1 com transmissão simultânea para as regiões do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, Noroeste de Minas e Centro-Oeste de Minas. Pela ordem determinada por sorteio, na presença de representantes dos partidos, Mateus Simões (PSDB) foi o entrevistado desta segunda-feira (31). Confira a sequência: Segunda-feira (31): Mateus Simões (PSDB) Terça-feira (1º): Gabriel Azevedo (MDB) Quarta-feira (2): Patrus Ananias (PT) Quinta-feira (3): Cleitinho Azevedo (Republicanos ) Sexta-feira (4): Alexandre Kalil (PDT) ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Durante a entrevista, o atual governador de Minas, Matheus Simões, respondeu questionamentos sobre equilíbrio fiscal, terras raras, educação, saúde, segurança pública, privatizações, estradas, eventos climáticos e agronegócios. Entre os assuntos, Simões destacou que pretende duplicar a BR-262, mesmo sendo uma estrada federal. A rodovia liga Uberaba a Belo Horizonte, passando por diversas cidades do Triângulo, Alto Paranaíba e do Centro-Oeste de MG. Segundo ele, o objetivo é usar parte dos R$ 6 bilhões que o Estado paga de parcela da dívida com a União, anualmente. "É uma rodovia absolutamente perigosa. No primeiro dia de mandato, eu estarei em Brasília para discutir isso com o presidente, para que a gente possa manter aqui a parte necessária de recurso para a duplicação. A duplicação completa de Belo Horizonte e Uberaba custa R$ 2,5 bilhões." Rodovias Simões apontou rodovias que precisam de manutenção, como a MGC-497 que liga Uberlândia a Prata, melhorar a BR-452 que liga Uberlândia a Araxá, e enfatizou a prioridade de duplicar a BR-262, que o Triângulo Mineiro e o Centro-Oeste a Belo Horizonte. "O nosso maior drama é a BR-262. Apesar de ser federal, ela é que liga o Triângulo à capital. É uma rodovia absolutamente perigosa. E eu tive de ouvir do ministro Renan que não precisava duplicar a 262, porque não tem movimento suficiente. Eu pago R$ 6 bilhões por ano de parcela da dívida, e eu quero continuar pagando a dívida. Mas eu quero falar com o próximo presidente para que a gente possa manter aqui a parte necessária desse recurso para a duplicação." Simões tem relação pessoal de perdas na BR-262. Em 1988, ele perdeu o irmão mais velho, próximo a Campos Altos. E, em 1996, quando tinha 14 anos, ele perdeu pai e a mãe na BR-262. A proposta de Simões é o Estado duplicar a BR-262, mesmo sendo de responsabilidade Federal e já sob administração de uma concessionária, a Way. De acordo com ele, a duplicação completa de Belo Horizonte a Uberaba custaria R$ 2,5 bilhões. "Eu vou colocar dinheiro do Estado para duplicar uma rodovia federal, que eles já concederam, que é a 262 completa, e ainda duplicar a ligação de Uberlândia até Araxá (a BR-452)." Além disso, a proposta de governo de Simões contemplaria duas concessões: uma no corredor Noroeste, na ligação de Montes Claros e Uberlândia, e outra no corredor Zona da Mata, que vai desde Ponte Nova até Juiz de Fora. Dívidas e equilíbrio fiscal Sobre a dívida de Minas Gerais com a União de R$ 187 bilhões, Simões afirmou que que serão necessárias renúncias, como o reajustes de servidores todos os anos e obras. "Orçamento público tem sido, em Minas Gerais, um exercício de enxugamento. Infelizmente, isso nos faz promover algumas renúncias. Não conseguimos dar todos os anos reajuste inflacionário para os servidores. Não conseguimos fazer todas as obras que a gente queria. A gente tem um ritmo de evolução que tem que ser compatível com o que a gente recebe", afirmou. 📚Educação Conforme Simões, o piso salarial da educação continuará sendo reajustado todo ano, de acordo com o que é publicado pelo Governo Federal. "Esse compromisso meu é definitivo. Todos os anos, na hora que o Governo Federal publicar em janeiro qual é o aumento do piso, nós vamos aplicar o aumento do piso a todos os professores. Eu sei que isso não é suficiente. A gente deveria ser capaz de dar um aumento real. Fui criado por um avô que é professor aposentado da rede e que, hoje, depende de mim, aos 91 anos. Eu sei exatamente como os professores deveriam ganhar mais. Mas a gente tem limitação orçamentária." 🏥Saúde Para Simões, não há necessidade de terceirização da administração da saúde. "A gente tem que reforçar a descentralização dos nossos hospitais. Eu tenho investimentos muito pesados sendo feitos no Hospital de Iturama e no Hospital de Araxá. De Divinópolis nós estamos abrindo o hospital Regional. Além disso, continuar construindo UBSs para ter a saúde primária atendida." Privatizações Dentro do tema privatizações, Simões descartou a veda da participação de 17% do Governo de Minas Gerais na Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), caso seja eleito governador. Em contrapartida, ele defende a privatização da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig). "O meu foco nesse momento é na Gasmic, porque é lá que eu vejo que a gente não presta o serviço que a gente devia estar prestando. Basta dizer que aqui no Triângulo Mineiro vocês nem falam da Gasmic. O Triângulo tem um potencial de geração de energia de gás enorme não explorado. Nos próximos dois anos, será criando o primeiro gasoduto de sistema fechado, só de biometano, é só gás verde, para a gente poder ligar todas as usinas de cana do Triângulo com Uberlândia, Uberaba e Araxá. Hoje, eu estou jogando fora esse gás aqui no Triângulo Mineiro, como eu estou jogando no Sul de Minas. O fato de criá-la gera empregos e atrai indústrias. E a gente precisa fazer com que ela passe a existir." Habitação Já para a área habitacional, Simões quer adotar uma Parceria Público-Privada (PPP), para que a população possa aluguar e não necessariamente comprar. "Essa nova geração, muitas vezes não tem interesse em financiar uma casa por 30 anos. A gente tem condição de construir as novas unidades e locar essas unidades para a comunidade que não tenha recurso para fazer a compra ou que não queira fazer a compra. Eu acredito muito nesse modelo, que já roda com sucesso no estado de São Paulo." 🚨Segurança pública Simões descartou a possibilidade de aumentar o efetivo da Polícia Militar (PM) para 51 mil, como é apontado por especialistas o número ideal para o estado. Segundo ele, Minas tem a necessidade de 42 mil policiais militares e trabalha a recomposição de efetivo continuamente. Já o efetivo da Polícia Civil deve ser aumentado. "Falta em Minas Gerais, claramente, Polícia Civil. E eles têm o meu compromisso de não só fazer concurso, porque o concurso nós vamos continuar fazendo para todos. Mas no caso da Civil, é preciso mais do que recompor o efetivo. Eu preciso de uma autorização judicial, porque eu tenho uma trava legal, para conseguir ir além e contratar mais 3 mil para chegar a 13 mil no quadro da Polícia Civil", explicou. Ele também pretende melhorar a tecnologia para auxiliar as forças de segurança no estado, sobretudo contra facções criminosas. "Nós temos um problema da permeabilidade das nossas divisas. Por exemplo, o crime rural que acontece no Triângulo, na maior parte das vezes, é provocado por quadrilhas de fora de Minas Gerais, que entram, roubam e saem. Aí eu tenho um problema que não é ter mais polícia só. É ter também mais tecnologia de cercamento. Nós temos que ter investimentos muito robustos em tecnologia para que a gente possa, digitalizando as nossas polícias, cercar melhor o Estado de Minas Gerais. Apesar de estar entre os cinco mais seguros do Brasil e ser o mais seguro do Sudeste, está cercado por São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia, onde o crime organizado tem domínio de território." Reindustrialização do Centro-Oeste Diante do desafio de reinvenção que Divinópolis vive por conta do recuo da confecção, um dos maiores setores do Centro-Oeste de Minas, Simões pretende reindustrializar a região. "Divinópolis já recebeu o ramal de gás e está pronto pra receber agora indústrias de consumo de calor, que são as indústrias siderúrgicas, metalúrgicas e algumas indústrias ligadas a alimentos. Então, todo o meu foco em Divinópolis e região é a gente conseguir ocupar esse polo de base de consumo de gás que não existia lá até o meio do ano passado. A gente tem condição de fazer como fizemos no desenvolvimento do gás no Sul de Minas, onde a gente já conseguiu levar essas indústrias." 🗣 Considerações finais Mateus Simões aproveitou os momentos finais da entrevista para enfatizar que a proposta é de continuar evoluindo o que foi feito ao longo dos últimos anos. "Quando a gente fala aqui que a gente precisa ter melhores estradas, melhor saúde, que a educação tem que continuar progredindo, nós estamos falando sobre aquilo que muda a vida das pessoas que estão nos acompanhando. Quem lembra como o Minas Gerais estava lá em 2018 sabe que com funcionalismo com salário atrasado e obras paradas, ninguém era feliz. Eu tenho certeza que o futuro de Minas é promissor e que a gente ainda vai colher muitos bons resultados juntos." VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

FONTE: https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/eleicoes/2026/noticia/2026/08/31/mateus-simoes-quer-usar-parte-do-pagamento-da-divida-com-uniao-para-duplicar-a-br-262-candidato-foi-entrevistado-no-mg1-de-uberlandia.ghtml


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