Motorista envolvido em acidente que matou empresária na BR-116 em Inhapim é denunciado pelo MP
25/08/2026
(Foto: Reprodução) Flávia Carvalho Assis, de 46 anos, era empresária em Ipatinga
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O motorista de 35 anos investigado pelo acidente que matou a empresária Flávia Carvalho Assis, de 46 anos, na BR-116, em Inhapim, foi denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por homicídio doloso qualificado. A acusação sustenta que o caminhoneiro assumiu o risco de provocar a morte ao fazer uma ultrapassagem proibida em um trecho de declive acentuado da rodovia.
Além do homicídio consumado, o MPMG denunciou o motorista por tentativa de homicídio qualificado contra um adolescente que estava no carro com Flávia, omissão de socorro, fuga do local do acidente e fraude processual majorada. A denúncia foi apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça de Inhapim.
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O acidente aconteceu no dia 24 de julho, na BR-116, em Inhapim. O motorista conduzia um caminhão quando fez uma ultrapassagem em um trecho de declive acentuado e sinalizado com linha dupla contínua.
De acordo com a denúncia, o caminhão invadiu a faixa contrária e bateu de frente com o carro conduzido por Flávia. A empresária morreu em decorrência dos ferimentos provocados pela colisão.
O adolescente que estava no veículo também ficou ferido e precisou de atendimento hospitalar. Para o MPMG, a morte dele só não ocorreu por circunstâncias alheias à vontade do motorista.
MP diz que motorista assumiu risco de provocar mortes
Na denúncia, o Ministério Público afirma que o motorista conduzia um veículo de grande porte em velocidade acima do limite permitido e realizou deliberadamente uma ultrapassagem em local proibido.
Segundo a acusação, essas circunstâncias demonstram que ele teria assumido o risco de provocar o acidente e os resultados decorrentes da manobra. Os homicídios foram classificados pelo MP como qualificados pelo emprego de meio que resultou em perigo comum e pelo recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa das vítimas.
Motorista deixou local sem prestar socorro
Mulher morre em acidente próximo a Inhapim
Após a batida, o caminhoneiro teria deixado o local antes da chegada das equipes de resgate e da Polícia Rodoviária Federal. Posteriormente, ele foi localizado em uma unidade de pronto atendimento em Caratinga.
O MPMG também acusa o motorista de ter orientado terceiros a esconder dos profissionais de saúde a verdadeira origem dos ferimentos apresentados por ele. Segundo a denúncia, teria sido apresentada uma versão relacionada a mal-estar, tontura ou desorientação.
Para o Ministério Público, essas ações configuram fraude processual e tiveram o objetivo de interferir na apuração do acidente.
MP pede que motorista seja julgado pelo Tribunal do Júri
Ao apresentar a denúncia, o Ministério Público pediu que o processo tenha prosseguimento e que o motorista seja pronunciado para ser julgado pelo Tribunal do Júri de Inhapim.
O MP também pediu a condenação pelos crimes atribuídos ao motorista e o pagamento de pelo menos R$ 200 mil em indenizações por danos morais. Desse valor, R$ 100 mil seriam destinados em razão da morte de Flávia e outros R$ 100 mil em favor do adolescente que sobreviveu ao acidente.
A promotoria também se manifestou pela manutenção da prisão preventiva do motorista, alegando que continuam presentes os requisitos para a prisão cautelar.
A denúncia ainda será analisada pela Justiça. O oferecimento da acusação pelo Ministério Público não representa condenação, e o motorista terá direito à defesa durante o processo.
Relembre o acidente
Empresária de Ipatinga morre em acidente entre carro e caminhão na BR-116, em Inhapim
Edson Simões
Flávia Carvalho Assis, de 46 anos, morreu em uma colisão frontal entre um carro e um caminhão na BR-116, em Inhapim, no dia 24 de julho. Ela era empresária e moradora de Ipatinga.
Na ocasião, um adolescente que estava no carro ficou gravemente ferido e foi levado para atendimento médico.
Segundo as informações divulgadas após o acidente, o caminhão deixou o local da batida. O motorista foi localizado posteriormente em uma unidade de pronto atendimento em Caratinga e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.
Na ocasião, o Ministério Público já havia apontado que ele teria feito uma ultrapassagem em local proibido e assumido, em tese, o risco de provocar o acidente.
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