Mulher suspeita de participar de tortura e enterro de idoso vivo é presa 10 anos depois dos crimes em MG
20/02/2026
(Foto: Reprodução) Prisão ocorreu na madrugada de sexta-feira (20) em Patos de Minas
PMMG / Divulgação
Francielle da Silva Santos, de 32 anos, foi presa pela Polícia Militar (PM) na madrugada de sexta-feira (20) em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, por torturar e matar um homem de 60 anos em 2016.
Na ocasião, a mulher, juntamente de uma adolescente de nome e idade não informados, Lucas Silva de Sousa e Rafael Fabiano Jesus de Aguiar, foram até a casa da vítima, o espancaram com um pedaço de madeira, cortaram partes de sua orelha, cabeça, barriga, braços e pernas usando um facão, e em seguida o enterraram vivo em uma área de mata em Araguari, no Triângulo Mineiro.
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Segundo a PM, a mulher foi localizada no bairro Cristo Redentor e, ao verificar no sistema, foi constatada a existência de mandado de prisão no nome dela.
O g1 procurou a Defensoria Pública de Minas Gerais, que representa Francielle e Lucas, e questionou se eles iriam se manifestar sobre o caso. Em nota, a Defensoria informou que “não comenta sobre casos criminais concretos, a não ser que seja alguma crítica ou argumentação quanto à sua própria atuação, como órgão”.
O advogado Paulo Anibal Braganti, que representa Rafael, também foi procurado e afirmou que comentará posteriormente sobre o caso.
O crime
Segundo consta no processo, em 2016, Rafael, Lucas e a adolescente se uniram em um esquema de tráfico de drogas em Araguari. Eles mantinham um depósito na cidade onde ocultavam e revendiam crack.
No dia 29 de junho de 2016, Francielle, Lucas Silva de Sousa, Rafael Fabiano Jesus de Aguiar e a adolescente, descobriram que a vítima havia pegado parte da droga do depósito para uso e foram até a casa dele para 'aplicarem um castigo'.
De acordo com o processo, na casa da vítima, os criminosos a golpearam com um pedaço de madeira e questionaram sobre a droga, tendo o idoso confirmado que havia pegado parte do crack para uso próprio e que pagaria pelos entorpecentes.
Diante da confissão, os envolvidos passaram a realizar cortes na cabeça, orelha, barriga, braços e pernas do idoso usando um facão. Em seguida, retornaram a golpear a vítima com o pedaço de madeira até que ela ficasse inconsciente.
Vítima foi enterrada viva
Após recuperar a consciência, o idoso foi obrigado pelos criminosos a trocar de roupa e foi levado até um terreno baldio. No local, os envolvidos espancaram a vítima com socos e chutes, e em seguida pisotearam seu pescoço e sua cabeça.
Quando já estava caído no chão, o idoso teve os braços e pernas amarrados, foi jogado em uma cova e enterrado ainda com vida. Segundo a perícia, ele morreu por asfixia momentos depois.
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Condenação
Segundo o processo, a denúncia contra Francielle, Rafael e Lucas foi recebida em 2017. Eles foram levados a juízo em 2021 e negaram qualquer participação no crime, tendo dito que seus nomes foram citados de maneira equivocada por Francielle.
Ainda em juízo, Lucas afirmou que apenas cavou a cova onde a vítima foi jogada, tendo ficado sabendo do homicídio apenas no dia seguinte.
Francielle não compareceu em plenário para ser ouvida e optou por permanecer em silêncio na fase judicial. Apesar disso, Francielle admitiu, na fase inquisitorial, a participação nos fatos narrados na exordial e contou sobre a atuação dos demais envolvidos no crime.
Lucas Silva de Sousa foi condenado à pena de 33 anos, 2 meses e 28 dias de reclusão, em regime fechado.
Francielle da Silva Santos foi condenada à pena de 17 anos, 3 meses e 1 dia de reclusão, em regime fechado.
Rafael Fabiano Jesus de Aguiar foi condenado à pena de 40 anos, 2 meses e 15 dias de reclusão, em regime fechado.
As condenações consideraram concurso material de crimes, quando as penas de diferentes delitos são somadas.
De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Lucas Silva de Sousa está sob custódia no Presídio de Araguari, desde 23/05/2024, Francielle Da Silva Santos está sob custódia no Presídio de Presidente Olegário, desde 20/02/2026 e Rafael Fabiano Jesus de Aguiar se encontra sob monitoração eletrônica por meio de tornozeleira, desde 18/01/2026.
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