Parceria de R$ 237 milhões entre Governo de MG e entidade fundada por suspeito de elo com PCC: o que se sabe

  • 10/05/2026
(Foto: Reprodução)
Adair Antônio de Freitas Meira foi preso em Goiás suspeito de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro Reprodução/TV Anhanguera O Governo de Minas Gerais suspendeu um contrato milionário com a Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renapsi) após a denúncia de que o fundador da entidade, Adair Antônio de Freitas Meira, foi preso em uma operação que investiga lavagem de dinheiro para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). O caso foi revelado pelo jornal “Folha de S.Paulo” e confirmado pelo g1. A parceria, no valor de R$ 237,6 milhões, tinha como objetivo executar o programa “Evolução Jovem”, voltado à inserção de estudantes da rede estadual no mercado de trabalho. Após a divulgação das informações, em 8 de maio, o governo estadual anunciou a suspensão imediata de qualquer pagamento e o início dos trâmites para o cancelamento do contrato. Além disso, foi determinada uma apuração interna pela Controladoria-Geral do Estado (CGE) para avaliar todos os detalhes da parceria. O governo ressaltou que nenhum repasse financeiro foi feito à entidade. Confira, abaixo, o que se sabe sobre o caso: Qual era o objetivo do contrato? Qual a ligação de Adair Meira com a Renapsi? Por que Adair Meira foi preso? Qual foi a decisão do Governo de Minas? Vídeos em alta no g1 Qual era o objetivo do contrato? O Termo de Parceria nº 59/2026, assinado em 17 de março de 2026, previa a execução do programa “Evolução Jovem”. A iniciativa buscava facilitar a contratação de 10 mil estudantes da rede pública em órgãos do governo, com investimento total de R$ 237,6 milhões ao longo de dois anos. O contrato foi firmado após um processo de celebração de termo de parceria e contou com aprovação do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG). Qual a ligação de Adair Meira com a Renapsi? Adair Antônio de Freitas Meira é apontado como fundador da Renapsi. A própria entidade o identifica dessa forma em canais oficiais. Atualmente, a Renapsi afirma que ele não ocupa nenhuma função de gestão ou administração na instituição. No entanto, segundo reportagem da “Folha de S.Paulo”, a Polícia Civil de São Paulo o considera o “real dono” da organização. Por que Adair Meira foi preso? Meira foi preso temporariamente em 29 de abril de 2026, no âmbito da Operação Contaminatio, da Polícia Civil de São Paulo. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro que utilizaria uma fintech (banco digital) chamada 4TBank, apontada como ligada a um integrante do PCC. Segundo as investigações, Adair Meira teria movimentado recursos por meio de “entidades ligadas a ele”. De acordo com a “Folha de S.Paulo”, entre elas estaria a Renapsi, usada para pagar boletos e realizar transferências à fintech. Qual foi a decisão do Governo de Minas? Após a denúncia, o governador Mateus Simões (PSD) determinou a “suspensão cautelar imediata e por prazo indeterminado” da execução do contrato. A decisão, formalizada em um ofício, proíbe a realização de qualquer despesa ou repasse de valores até a conclusão de uma auditoria completa. O governo também anunciou que adotaria medidas para rescindir o contrato e informou que instaurou uma apuração de “due diligence” (diligência prévia) junto à CGE para garantir a legalidade da parceria e proteger o interesse público. Até o momento, o contrato está oficialmente suspenso, mas ainda não foi cancelado. Um ofício da Subsecretaria de Logística da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) determinou a paralisação imediata, por tempo indeterminado, citando riscos à moralidade administrativa e ao patrimônio público após a prisão do fundador da entidade. O primeiro pagamento, previsto para março de 2026, no valor de R$ 19 milhões, não foi efetuado. Vídeos mais assistidos do g1 MG

FONTE: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2026/05/10/parceria-de-r-237-milhoes-governo-mg-entidade-fundada-por-suspeito-de-elo-com-pcc-suspensa.ghtml


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