Quem são os investigados ligados ao núcleo de Daniel Vorcaro, do Banco Master, alvos de operação da PF em MG

  • 14/05/2026
(Foto: Reprodução)
Vorcaro tinha aliados dentro da PF que intimidavam e forneciam dados sigilosos, diz decisão A Polícia Federal cumpriu, nesta quinta-feira (14), mandados de prisão preventiva contra investigados ligados ao núcleo de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, durante mais uma fase da Operação Compliance Zero. A operação apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de fraudes financeiras, invasões de sistemas, monitoramento ilegal e intimidação. Daniel Vorcaro é o banqueiro e dono do Master, instituição que entrou no centro de um escândalo após investigações apontarem a emissão e negociação de títulos de crédito sem lastro, o que teria provocado prejuízos bilionários e colocado em risco o sistema financeiro. As irregularidades levaram o Banco Central a decretar a liquidação da empresa. Entre os alvos da operação desta quinta (14), está Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro, preso pela Polícia Federal e apontado como suspeito de atuar no chamado núcleo violento do esquema investigado. Parte dos mandados foi cumprida em Minas Gerais, especialmente na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Nesta nova fase, a PF também cumpriu mandados contra investigados ligados ao núcleo hacker conhecido como “Os Meninos”, apontado como responsável por ataques cibernéticos, invasões de dispositivos e monitoramento ilegal a serviço do grupo. Entre os alvos em Minas Gerais estão, além de Henrique Vorcaro, David Henrique Alves, apontado como líder do núcleo hacker; Valéria Vieira Pereira da Silva, delegada da Polícia Federal afastada do cargo sob suspeita de vazamento de informações sigilosas; e Francisco José Pereira, agente da Polícia Federal aposentado, investigado por suposto repasse de dados ao grupo conhecido como “A Turma”. Saiba quem são os alvos em MG: Henrique Moura Vorcaro Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Bueno Vorcaro, controlador do Banco Master foi preso em Nova Lima, nesta quinta-feira (14). Conforme a investigação, ele atuaria como financiador e demandante dos serviços prestados pelos grupos investigados, mantendo contato frequente com operadores do esquema mesmo após o avanço da operação policial. Além disso, Henrique é suspeito de integrar o chamado “núcleo violento”. Em nota, a defesa de Henrique Vorcaro afirmou que explicações deveriam ser ouvidas antes de uma decisão tão grave ser tomada. Afirmou também que pretende apresentar essas explicações e provas ainda nesta quinta. David Henrique Alves Segundo as investigações, David Henrique Alves é apontado como líder operacional do grupo e teria coordenado ações de derrubada de perfis em redes sociais, invasões telemáticas e monitoramento digital clandestino. A PF afirma que ele recebia cerca de R$ 35 mil mensais por meio da empresa BIPE Software Brasil Ltda. A decisão afirma ainda que David deixou de forma apressada a casa onde morava em Lagoa Santa, na Grande BH, no mesmo dia da deflagração da terceira fase da operação, em março deste ano. De acordo com a investigação, ele teria tentado desmobilizar o imóvel e remover equipamentos eletrônicos que poderiam interessar à apuração. Valéria Vieira Pereira da Silva e Francisco José Pereira Tanto Valéria quanto Francisco terão que cumprir medidas cautelares. Eles não foram presos, mas tiveram celulares e aparelhos eletrônicos apreendidos. Além disso, estão proibidos de ter acesso às dependências da Polícia Federal, ter contato com servidores da corporação, sair de BH e do país sem autorização e devem entregar, em até 24 horas, os passaportes, segundo a decisão judicial. A delegada foi afastada das funções. A investigação aponta que Valéria e Francisco, que são casados, atuavam em conjunto no repasse de informações sigilosas ao grupo criminoso investigado. Segundo a Justiça, Francisco funcionaria como intermediador entre o acesso funcional da esposa aos sistemas da corporação e os integrantes do esquema, em uma estratégia que buscava reduzir a exposição direta da delegada. De acordo com o advogado do casal Bruno Correia Lemos, o casal não tem ligação com o esquema. "A defesa não teve acesso à decisão na íntegra. Sobre esse possível vazamento, já adianto categoricamente que ele não procede. Cada servidor da Polícia Federal possui uma matrícula num acesso restrito ao sistema e-pol da Polícia Federal. Então, por exemplo, se esse servidor público não estiver cadastrado em uma determinada investigação, ele não consegue acessar com a matrícula dele o sistema e proceder com o vazamento", disse o advogado. Conexões com MG Outros dois investigados ligados ao núcleo hacker também têm conexão com Minas Gerais. Victor Lima Sedlmaier é descrito como operador auxiliar do grupo e teria prestado serviços técnicos a David Henrique Alves, incluindo desenvolvimento de software, manutenção de computadores e apoio logístico. A PF afirma que ele entrou na residência de David em Lagoa Santa após a saída do investigado em março e retornou ao local com um caminhão de mudança para retirar móveis e equipamentos. Já Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos é apontado como integrante do mesmo núcleo e teria atuado em tarefas de apoio técnico e operacional, como compra de domínios na internet e pagamento de boletos. Segundo a decisão, ele acompanhou Victor nas movimentações feitas na casa de David em um contexto interpretado pela PF como tentativa de ocultação de provas. O g1 tenta contato com as defesas dos demais citados. Operação Compliance Zero: Polícia Federal cumpre mandados de prisão e busca e apreensão em MG, SP e RJ nesta quinta-feira (14) TV Globo Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro é preso em BH. Redes sociais Vídeos mais vistos no g1 Minas:

FONTE: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2026/05/14/quem-sao-os-investigados-ligados-ao-nucleo-de-daniel-vorcaro-do-banco-master-alvos-de-operacao-da-pf-em-mg.ghtml


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