Rochas se desprendem de pedreira e deixam 500 alunos sem aulas há quase um mês em MG

  • 25/09/2026
(Foto: Reprodução)
Defesa Civil Estadual é acionada para avaliação de pedreira onde rochas deslizaram em Bela Vista de Minas TV Globo Alunos da Escola Estadual Padre Oswaldo de Podestá, em Bela Vista de Minas, na Região Central do estado, estão sem aulas há quase um mês. A instituição fica abaixo de uma antiga pedreira e, desde que rochas se desprenderam do paredão, as aulas estão suspensas. Moradores de quatro imóveis mais próximos do paredão foram orientados a deixar as casas. A prefeitura disponibilizou hospedagem em uma pousada, mas, sem previsão de quanto tempo ficariam fora, alguns decidiram voltar. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Depois do desprendimento, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil Municipal foram acionados. A área também passou por análise técnica de um geólogo a pedido da Defesa Civil Estadual. O que diz a análise técnica geológica Segundo a conclusão do levantamento, a queda dos blocos não foi causada por um único fator, como chuva. O relatório apontou uma combinação de causas naturais e humanas. Entre as causas listadas, estão: raízes em fendas e fraturas, perda de sustentação de solo na base, a inclinação do paredão herdada da antiga pedreira e a possível influência de vibrações de atividade de mineração atual na área. Agora no g1 Após uma reunião com a comunidade escolar e moradores da região, o município solicitou uma nova avaliação técnica para a Defesa Civil Estadual e para o Corpo de Bombeiros. Aulas suspensas Escola Estadual Padre Oswaldo de Podestá, em Bela Vista de Minas, está com as aulas suspensas após rochas de pedreira próxima deslizarem TV Globo Cerca de 500 estudantes e 60 funcionários da Escola Estadual Padre Oswaldo de Podestá, seguem aguardando um novo laudo técnico da Defesa Civil para definir a retomada do calendário letivo. Fernanda de Oliveira, mãe de um aluno do 9º ano, disse que o filho está em casa desde a suspensão. Ela teme prejuízos para a conclusão do ano escolar. “A preocupação é que vai ficar um déficit. Ano que vem, meu menino muda de escola porque está no 9º ano. Se o calendário letivo não terminar em dezembro e se estender para o próximo ano, vai ser prejudicial para ele”, disse. Em nota, a Secretaria de Estado de Educação informou que mantém a interdição preventiva da escola conforme orientações da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros. Enquanto aguarda novas avaliações, a Defesa Civil do município fez uma espécie de barreira para conter ou reduzir a velocidade das rochas em caso de novo deslizamento. Uma equipe da Defesa Civil Estadual também retornou à cidade para fazer uma nova vistoria, principalmente na parte de cima da pedreira. Solicitação emergencial A prefeita de Bela Vista de Minas, Samantha Ávila (PSD), disse que a nova análise foi solicitada pelo município para definir as medidas necessárias. “Pedimos uma nova avaliação da Defesa Civil do Estado. Eles visitaram toda a área e pediram mais cinco dias para fornecer um novo laudo. Na sugestão do primeiro laudo, foi pedido que contratasse uma empresa especializada para fazer sondagem em toda a rocha, todo o comprometimento dela, toda a estrutura, para nos dizer quais ações podemos fazer”, afirmou. Segundo a prefeita, a contratação da empresa está sendo feita de forma emergencial. Enquanto isso, a comunidade escolar segue sem previsão de quando os estudantes poderão voltar às aulas. Veja os vídeos mais assistidos do g1 Minas:

FONTE: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2026/09/25/rochas-se-desprendem-de-pedreira-e-deixam-500-alunos-sem-aulas-ha-quase-um-mes-em-mg.ghtml


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